Voltar

Notícias e Eventos

Últimas entradas sobre a nossa atividade

06 abril 2018

Otorrinolaringologia em idade pediátrica

A otorrinolaringologia pediátrica estuda e trata os problemas de audição e vias respiratórias superiores na criança. As particularidades deste grupo etário, bem como do tipo de avaliação clínica necessária, com recurso a instrumentos que podem ser intimidantes, implicam uma equipa treinada e com uma sensibilidade especial. Abrange problemas bem conhecidos pelos pais e muito frequentes, nomeadamente as infeções respiratórias altas de repetição (otites, amigdalites, sinusites, adenoidites) e a hipertrofia das amígdalas e adenoides (ressonar e apneia do sono). Em conjunto, esta problemática é responsável pela maioria dos casos da consulta e de uma forma geral, com o tratamento dirigido, tem elevadas taxas de sucesso. Menos conhecida, mas cada vez mais valorizada, é a respiração crónica pela boca. Esta condição pode contribuir para problemas futuros ao nível do desenvolvimento da face, da qual resultam consequências funcionais e estéticas: obstrução nasal, palato ogivado, dentes desalinhados, face longa, nariz saliente e queixo pequeno.

A surdez infantil é uma área que implica especial atenção, rigor e método. A surdez ao nascimento é rara, afeta entre 1 a 3 recém-nascidos em cada 1000, mas as consequências são muito importantes¹. Sem audição não há linguagem. Por este motivo implementou-se o rastreio auditivo universal do recém-nascido. Em grupos de risco o seguimento deve prolongar-se até à aquisição da linguagem. Mesmo passando no rastreio universal surgem frequentemente etapas em que se justifica uma nova avaliação da audição. Muitas consultas de otorrinolaringologia pediátrica destinam-se à avaliação auditiva em crianças com alterações da linguagem, da sociabilização, ou de outras áreas do desenvolvimento. Na maioria dos casos, o problema é apenas transitório e flutuante ou de fácil resolução. No entanto, é importante identificar os casos que necessitam de uma intervenção atempada para evitar consequências futuras. Apesar dos pais valorizarem muito estas capacidades, audição e linguagem, desvalorizam frequentemente os sinais de alerta. É comum a ideia de que o filho é apenas distraído ou que “só ouve o que lhe apetece”. Daí que seja fulcral a atuação em rede com professores, pediatras gerais e de desenvolvimento, médicos de família, terapeutas da fala e audiologistas.

São também motivos que implicam uma avaliação por otorrinolaringologista pediátrico: episódios de engasgamento, choro rouco ou respiração ruidosa no bebé; a rouquidão arrastada na criança de qualquer idade, obstrução nasal (por desvios anatómicos do nariz ou por doenças inflamatórias crónicas como a rinossinusite), a otite média crónica e a vertigem.

No Trofa Saúde Hospital dispomos de uma equipa multidisciplinar muito vocacionada para a criança: otorrinolaringologia, pediatria, imunoalergologia, pneumologia, cirurgia pediátrica, medicina dentária, audiologia e terapia da fala. À nossa disposição temos todo o equipamento necessário à avaliação diagnóstica e intervenção terapêutica mais adequada e suportada cientificamente. Quando necessário e imprescindível o tratamento cirúrgico, possuímos uma equipa com muita experiência em idade pediátrica o que, aliado ao uso de tecnologias e equipamentos de ponta, acaba por permitir uma atuação que maximiza o sucesso.

Fonte:
¹ Grupo de Rastreio e Intervenção da Surdez Infantil. Recomendações para o Rastreio Auditivo Neonatal Universal (RANU). Acta Pediatr Port 2007;38:209-14

Redigido por Dr.ª Daniela Ribeiro (OM43818), Otorrinolaringologista no Trofa Saúde Hospital em Alfena

 

Voltar

16 maio 2020

Cliente Express

04 março 2020

Rastreio do Cancro do Pulmão por TAC de baixa dose de rad...

03 março 2020

Rastreio do cancro do pulmão – uma esperança tornada real...