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04 março 2020

Rastreio do Cancro do Pulmão por TAC de baixa dose de radiação

O cancro do pulmão é um dos tumores malignos mais letais em todo o mundo, sendo responsável por mais mortes do que os tumores da mama, próstata e colorretal juntos, cancros para os quais existem programas de rastreio de base populacional bem estabelecidos.

Apesar de existirem tratamentos eficazes para o cancro do pulmão quando diagnosticado em estádios precoces, apenas cerca de 20% dos casos são descobertos nesta fase. Isto acontece porque o cancro do pulmão tipicamente não provoca sintomas nas fases iniciais, o que significa que a melhor forma de ser detetado precocemente é através de um exame de rastreio. A este respeito, os resultados dos ensaios clínicos mais recentes sobre a utilização da TAC de baixa dose de radiação no rastreio do cancro do pulmão mostraram uma redução significativa da mortalidade por esta patologia, na ordem dos 20-26%.

O rastreio através da TAC de baixa dose, apesar de ser realizado num aparelho de TAC convencional, utiliza técnicas que expõem o doente a uma dose muito inferior de radiação comparativamente à TAC “normal” (o equivalente a uma radiografia da coluna lombar, por exemplo). O exame não traz incómodo para o doente porque é rápido, não exige a administração de contraste endovenoso (evitando, desde logo, os riscos inerentes à sua utilização) e não implica a realização de um período de jejum prolongado.

Com o rastreio através da TAC de baixa dose de radiação, o radiologista procura encontrar pequenos nódulos ou outras alterações que possam ser suspeitas de cancro do pulmão.

Caso o exame seja normal, está indicada a repetição do rastreio com periodicidade anual. Na presença de alterações suspeitas de cancro do pulmão, estes achados são comunicados ao médico assistente e existe uma equipa multidisciplinar dedicada que avalia e orienta cada caso da forma mais adequada, com vista quer ao estabelecimento do diagnóstico e estadiamento corretos o mais precocemente possível quer à instituição dos tratamentos mais adequados.

Se tem mais de 45 anos, é fumador ou ex-fumador (sobretudo se deixou de fumar há menos de 15 anos) ou tem história familiar de cancro do pulmão, pode preencher os critérios para beneficiar deste rastreio.

Redigido por Dr. André Carvalho (OM54796), Radiologista no Trofa Saúde Hospital em Alfena

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