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01 fevereiro 2020

Novas alternativas de tratamento para a Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono e Roncopatia

Um em cada quatro adultos ressona. O ronco, além de incomodar o sono dos cônjuges, pode indicar uma doença mais grave, chamada Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).

Estima-se que entre 500.000 e 1 milhão de portugueses sofrem de Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e entre 450.000 e 800.000 não o sabem. Esta doença, que normalmente dá sintomas de cansaço, sonolência diurna, alterações da concentração e memória, aumenta significativamente os riscos de doenças do coração, como enfarte do miocárdio e insuficiência cardíaca.

Quem tiver Roncopatia, episódios de sufocação noturna testemunhados pelo cônjuge, despertares frequentes, sono não reparador, deveria perguntar ao seu médico sobre o risco de poder sofrer de SAOS.

O diagnóstico requer a realização de um exame não invasivo durante a noite, designado estudo poligráfico do sono, com registo de múltiplos sinais, que poderá ser feito no domicílio ou num laboratório.

A unidade do Trofa Saúde Hospital em Alfena dispõe de um Laboratório, equipado com um moderno equipamento, estando apto a dar resposta à investigação de todas as patologias do sono em adultos e crianças. Um estudo do sono ajuda a chegar ao diagnóstico correto e ao tratamento adequado da sua patologia do sono.

Quando se confirmar roncopatia intensa ou SAOS os doentes poderão ser submetidos a um novo tratamento, que consiste num dispositivo de avanço mandibular. Esta pequena goteira aplicada nos dentes durante o sono consegue melhorar a passagem do ar na via aérea superior e resolver uma percentagem importante de casos. Faz também com que a língua tenha mais espaço na boca e, desta forma, não permite que esta descaia tanto e cause a vibração do ronco. Para avançar com este tratamento, o doente terá que ser avaliado pelo médico dentista especializado em doenças do sono que, a partir das impressões dentárias, irá fazer um aparelho oral à medida.

O aparelho dentário, que será personalizado para cada doente, é de última geração, com um material inovador, fino, leve e com garantia.

Logo que o doente esteja a dormir com o aparelho dentário e sinta melhoria dos sintomas é necessário repetir o estudo do sono para confirmar que a doença está controlada ou se será necessário algum ajuste. A partir daí haverá acompanhamento especializado a cada 6 meses pelo médico dentista e pelo especialista em Medicina do Sono.

O tratamento com o dispositivo de avanço mandibular irá trazer benefícios reais na sua qualidade de vida, retomando um sono profundo e reparador e prevenindo os riscos cardiovasculares.

Redigido por Prof. Dr. João Carlos Winck, Coordenador de Pneumologia no Trofa Saúde Hospital em Alfena e Braga Centro

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